Cultura


Atribuídos prémios de Banda Desenhada da Amadora

Luís Louro, com o livro Os Filhos de Baba Yaga foi o vencedor da Melhor Banda Desenhada de Autor Português, prémio atribuído no âmbito da BAD- Banda Dsenhada da Amadora. O júri decidiu ainda atraibuir um Troféu de Honra, a título póstumo, a Filipe Duarte Pina "pela qualidade e relevância da sua obra para a banda desenhada nacional, destacando obras como BRK (com desenho de Filipe Andrade) ou a mais recente série Macho-Alfa (com desenho de Osvaldo Medina)" bem como uma Menção Honrosa na categoria Prémio Revelação à obra Borboleta de Madeleine Pereira, por "se assumir como uma primeira obra de assinalável relevância, quer para a autora, quer para a banda desenhada portuguesa".
O júri da edição 2025 dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora foi composto por Hugo Pinto (Presidente do Júri e representante do Município da Amadora), crítico literário e especialista em banda desenhada, Paulo Monteiro, Presidente do Clube Português de Banda Desenhada e Rui Cartaxo, investigador e especialista em banda desenhada.
Outros prémios atribudios foram os seguintes: Melhor Obra Estrangeira de Banda Desenhada Editada em Português e Melhor Edição Portuguesa de Banda Desenhada: O Meu Irmão, de JeanLouis Tripp, da editora Ala dos Livros; Prémio Revelação: Tales from Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro, da editora Ala dos Livro; Melhor Fanzine / Publicação Independente Tuas Palavras Minhas, de Ana Margarida Matos (Centro de Língua Portuguesa Camões IP - Bruxelas / Bedeteca de Beja).
Os Prémios de Banda Desenhada da Amadora são uma iniciativa da Câmara Municipal da Amadora, no âmbito do Amadora BD que, desde 1990, distingue os autores de banda desenhada, portugueses e internacionais. Em 2025, o Amadora BD atribui pelo quinto ano consecutivo um prémio pecuniário no valor de 5.000 euros à Melhor Obra de Banda Desenhada de Autor Português.
Criado em 1990, o Amadora BD é uma iniciativa da Câmara Municipal da Amadora, que tem por objetivo promover a banda desenhada. O Amadora BD desenvolve uma programação anual, que reúne autores, editores, agentes e colecionadores de diferentes nacionalidades em sessões de autógrafos, exposições, lançamentos, oficinas e apresentações.
São 13 as exposições que fazem parte da 36ª edição do Amadora BD. No Núcleo Central (situado no Parque da Liberdade) o Festival acolhe exposições individuais que destacam as carreiras de Luís Louro e Fábio Moon & Gabriel Bá e mostras que comemoram aniversários de alguns dos heróis da banda desenhada– 150 Anos de Zé Povinho, 85 Anos de Spirit, 75 Anos da série Peanuts e 65 Anos da Liga da Justiça. Haverá ainda lugar para conteúdos que revelam envolventes e impactantes histórias de mulheres, com exposições dedicadas aos mais recentes trabalhos das autoras Cy, Bea Lema e Zeina Abirached.
Na Galeria Municipal Artur Bual, estarão patentes duas exposições retrospetivas de Alice Geirinhas e Diniz Conefrey, e na Bedeteca, uma mostra dedicada ao álbum vencedor do Prémio Revelação na edição de 2024 dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora: Amor, de Filipa Beleza.

Carlos Cardoso
26 de outubro de 2025


Obra de Redol gera roteiro literário no Freixial

 A pequena localidade do Freixial, na freguesia de Bucelas, conta desde 14 de setembro com um roteiro literário construido em torno do livro de Alves Redol, "Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos", elaborada em 1962..
O roteiro consta de um conjunto de placas, colocadas em locais que de alguma forma são referenciados no livro nomeadamente junto ao chafariz de 1863, à antiga escola, junto ao rio Trancão, perto das Ermidas entre outros espaços. Placas com trechos da obra de Redol e fazendo, algumas delas, referência a Constantino, a criança que serviu de inspiração para o livro e que ainda hoje está viva para contar a sua relação com o escritor, não faltando por isso à apresentação deste Roteiro Literário.
De referir ainda que o roteiro é audioguiado "apoia.se numa aplicação móvel que, através do reconhecimento da sua localização reproduz o áudoo automaticamente, orientando e contextualizando ao longo do percurso". O único senão será a rede de telemóvel local que tem algumas falhas, mas com persistencia é possível ter a aplicação operativa.
António Redol, filho do escritor, lembrou que "Constantino, guardador de vacas e de sonhos" é um dos livros mais lidos de Redol, figura cimeira do movimento neo-realista português, indo já na "23ªedição".
A concretização do Roteiro contou com o apoio da Junta de Freguesia de Bucelas, presente através do seu presidente Hélio Santos e foi iniciativa da área das bibliotecas da Câmara Municipal de Loures, da responsabilidade do vereador Vasco Touguinha que, lembrou, a ideia começou a germinar em 2021 aquando de uma visita que fez à biblioteca Irene Santos, em Bucelas. Um projeto que levou quatro anos a ser estudado e concretizado....
A aldeia do Freixial teve uma importância grande na vida literária de Alves Redol. O escritor alugou uma casa, onde foi descerrada uma placa, para ter a tranquilidade necessária para escrever. Durante doze anos viveu no Freixial e ali terá idealizado obras como Olhos de Água, A vida mágica da sementinha, A Barca dos Sete Lemes, Uma Fenda na Muralha, Barrancos de Cegos e Muro Branco, ou seja, parate susbtancial da sua obra.

Carlos Cardoso
14 de setembro de 2025


3ª Festa do Livro em Loures 

Com a presença de diversas editoras, bem como de associações da freguesia de Loures, realiza-se nos dias 8, 9 e 10 de maio mais uma Feira do Livro.
Iniciativa da Junta de Freguesia de Loures, o evento tem lugar na Urbanização do Infantado, na Rua Vasco da Gama.
Trata-se da 3a Festa do Livro, uma aposta da autarquia na sensibilização para o livro e para a leitura. Para além de novidades editoriais, haverá animação e prevê-se a presença de autores que estabelecerão um diálogo com o público leitor.

Carlos Cardoso
4 de maio de 2025


Castanheira do Ribatejo vai ter auditório municipal

Castanheira do Ribatejo, localidade do concelho de Vila Franca de Xira, situada na zona norte, deverá ter um auditório municipal a situar no antigo edifício do ex-cinema da localidade.
Para isso a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira "procedeu à formalização e assinatura da escritura pública do prédio urbano do antigo Cinema da Castanheira do Ribatejo, localizado na Rua Palha Blanco. Esta aquisição resulta da aprovação da proposta, na reunião de Câmara de dia 29 de janeiro de 2025, apresentada pelo Presidente da Câmara", diz em nota de imprensa a autarquia.
Esta aquisição patrimonial permitirá, segundo a Câmara de Vila Franca de Xira, dotar a Vila de Castanheira do Ribatejo de um auditório cultural municipal, após a reabilitação e requalificação do imóvel que foi adquirido pelo valor de 165.000,00 euros e cuja formalização da aquisição teve lugar a 25 de fevereiro num Cartório Notarial em Vila Franca de Xira.

Carlos Cardoso
2 de março de 2025


Cargaleiro doa obras ao Município do Seixal

O mestre Manuel Cargaleiro, falecido em 30 de junho, aos 97 anos de idade, doou ao Município do Seixal, em testamento, todo o recheio da sua casa, em Almada, que inclui as suas últimas cinco obras originais, o ateliê de pintura, vários móveis e muitos objetos de coleção, infoRM, em nota de imprensa, a autarquia seixalense
"Considero que este importante legado doado pelo mestre Manuel Cargaleiro é um reconhecimento do trabalho efetuado pelo Município do Seixal em prol da cultura, no que respeita à sua promoção, formação e produção", disse o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.
Ainda em vida, o mestre já tinha doado sete obras, no valor global de cerca de 500 mil euros, ao Município do Seixal. De realçar que está a ser preparada uma exposição deste legado, a inaugurar no início de 2025, na Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, que irá constituir-se como uma homenagem do concelho do Seixal ao mestre Cargaleiro. "Aproveito ainda para agradecer publicamente ao professor Manuel Pires pelo acompanhamento e apoio que sempre deu ao mestre, bem como pelo trabalho desenvolvido na Oficina de Artes Manuel Cargaleiro", salienta o autarca.
Na Quinta da Fidalga, concelho do Seixal, encontra-se a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, projeto arquitetónico da autoria do arquiteto Siza Vieira, que tem por objetivo promover a arte contemporânea, em particular a obra do mestre Manuel Cargaleiro, assim como as coleções da Fundação Manuel Cargaleiro, através da realização de exposições temporárias, do desenvolvimento de atividades educativas no âmbito da sua programação e da promoção de parcerias com organismos congéneres.
Manuel Cargaleiro nasceu a 16 de março de 1927 em Chão das Servas, Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, mas desde muito cedo foi viver para o concelho de Almada, onde sempre conservou casa e chegou a ser autarca. Em 1949, ingressou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e participou na Primeira Exposição Anual de Cerâmica, no Palácio Foz, em Lisboa, onde realizou igualmente a sua primeira exposição individual de cerâmica, no ano de 1952.
O ano de 1954 foi marcante na carreira artística de Manuel Cargaleiro: recebeu o Prémio Nacional de Cerâmica Sebastião de Almeida, iniciou funções de professor de Cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio e apresentou as suas primeiras pinturas a óleo no Primeiro Salão de Arte Abstracta.
Nas décadas de 1960 e 1970, Manuel Cargaleiro participou em inúmeras exposições individuais e coletivas e durante este período afirmou-se não apenas como um conceituado ceramista, mas também como um notável desenhador e pintor. O pleno reconhecimento, nacional e internacional, da obra de Manuel Cargaleiro ocorreu na década de 1980.
Com a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, o mestre regressou ao Seixal e, em particular, à Quinta da Fidalga, local de onde guardava memórias e vivências da sua infância e juventude, quando residiu na margem sul em virtude de o pai ter pertencido ao Grémio de Lavoura de Almada e Seixal.

(Foto da CMS)
Carlos Cardoso
4 de agosto de 2024


Rogério Ferreira lança livro de poesia

Rogério Ferreira é uma figura conhecida de Sacavém, em especial pela ligação que teve ao movimento associativo. Sacavém está no seu sangue e por isso não é de admirar que esteja bem presente – a cidade, as pessoas, os sonhos – no seu livro de poesia, apresentado perante uma sala cheia na Cooperativa A Sacavenense, no dia 25de Maio.
"Murmúrios, Subúrbios e outros subterfúgios" é o título de uma obra que, segundo a apresentação feita por Avelino Bento, remete para o lirismo de um Cesário Verde e os sonho de um Joaquim Pessoa. "Os murmúrios na obra vão na direcção de um devir", disse, sugerindo que no texto poético a um apelo a algo de novo, seja em termos humanos seja ao nível da sociedade.
Aliás, Avelino Bento fez questão de vincar a lembrança positiva que Rogério ferreira faz do CCJ, Centro de Convívio Juvenil que agregou dezenas de jovens em torno de atividades culturais e não só. Aspeto que o editor, Carlos Garcia, realçou ao dizer que o livro de poesias era "uma obra rica pelas memórias, e pela descrição geográfica", ou seja, por remeter, de forma direta ou indireta para Sacavém aspeto que Ribeiro dos Santos, presidente da Cooperativa, também fez questão de vincar.
Livro único, mas obra "que tem mais de 50 anos de trabalho de poesia", disse Rogério Ferreira, o que denota o empenho na produção poética que não resulta de deslumbres de momento ou de esforçado soma de palavras mais ou menos ritmadas. A poesia é muita coisa entre ela suor, esforço, empenho emocional e intelectual.
Viu-se isso nos vários poemas lidos no decorrer da sessão que foi encerrada pelo Dr. Alfredo Santos, em representação da Câmara de Loures, que deu o seu apoio à edição do livro bem como a União de Freguesias de Sacavém e Prior Velho.

Carlos Cardoso
25 de maio de 2024


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