
Cultura
OTC considera a Nova Lei da Ciência
um retrocesso do sistema científico nacional

"O projecto de Decreto-Lei 310/XXV/2026, de 23 de Julho, visa substituir o regime jurídico aprovado pelo Decreto-Lei nº 63/2019, de 16 de Maio, do XXI Governo Constitucional. Contudo, em vez de alterar e corrigir os aspectos mais limitativos deste último, designadamente a precariedade do emprego científico, a fragilidade das carreiras de investigação, a instabilidade do financiamento das unidades de I&D e a ausência de uma definição clara das áreas estratégicas nacionais de investigação, bem como os seus elementos mais problemáticos, nomeadamente a multiplicidade das tipologias institucionais e as regras de avaliação e financiamento, o projecto acentua alguns desses problemas e introduz outros", esta uma apreciação da OTC- Organização dos Trabalhadores Científicos à conhecida «Nova Lei da Ciência»
Segundo a análise da OTC a nova legislação leva à «fragmentação do sistema científico e enfraquecimento das prioridades nacionais» e à «subordinação da ciência à inovação e ao impacto económico; à concentração do financiamento e da avaliação na AI2; pressão para agregações, integrações e fusões; perda de centralidade das unidades de I&D; ausência de medidas efetivas contra a precariedade; enfraquecimento das carreiras científicas e técnicas próprias; falta de garantias orçamentais e de calendários vinculativos; aumento da burocracia e da carga administrativa; redução da autonomia e da representação interna da comunidade científica».
Nesse sentido e em termos globais a «Nova Lei da Ciência representa «uma profunda reconfiguração do sistema científico nacional, orientando-o crescentemente para a inovação, a valorização económica e a concentração institucional. Os seus efeitos mais preocupantes resultam da articulação cumulativa entre diferentes artigos, que fragiliza a autonomia científica e a centralidade das unidades de I&D, reduz a previsibilidade do financiamento público e não oferece garantias efetivas de estabilidade profissional e de desenvolvimento das carreiras dos investigadores. Impõe-se, por isso, uma revisão substancial do diploma, precedida de uma auscultação efectiva da comunidade científica».
Carlos Cardoso
20 de setembro de 2026
Amadora comemora as Jornadas
Europeias do Património

De 19 a 26 de setembro, realizam-se na Amadora diversas iniciativas no âmbito das Jornadas Europeias do Património, tendo como principais objetivos sensibilizar a população para a necessidade de defender o património bem como conhecer o património local.
No dia 19 de setembro há visitas orientadas ao Núcleo Museológico do Moinho do Penedo. Refere autarquia que os "moinhos de vento marcam até aos nossos dias a paisagem da cidade da Amadora, hoje, na grande maioria, ruínas, são a prova da existência de uma forte atividade moageira que marcou outrora a região. Este exemplar é o único moinho de vento visitável do concelho"
A 23 de setembro a visita será à Casa Roque Gameiro e à exposição temporária «Eu, Leitão de Barros» e, no dia 25, ao Núcleo Museológico do Casal da Falagueira: «O Casal da Falagueira de Cima é um casal quinhentista com vários núcleos expositivos permanentes e a exposição temporária: "Padre Himalaya – Visionário e Inventor"».
Finalmente, a 26 de setembro, há uma visita orientada ao Núcleo Museológico da Necrópole de Carenque, umavisita que pretende dar a conhecer os três sepulcros coletivos escavados nos afloramentos calcários do Tojal de Vila Chã, entre Carenque e os Moinhos da Funcheira, descobertos em 1932 pelo arqueólogo Manuel Heleno.
Todas estas iniciativas são gratuitas, apenas sujeitas a inscrição prévia.
Carlos Cardoso
6 de setembro de 2026
Palmela realiza a Conferência
"D. Afonso IV na Batalha do Salado"

Estão a decorrer, até 21 de setembro, as inscrições para a Conferência "D. Afonso IV na Batalha do Salado (1340)", que terá lugar no dia 22 de setembro, às 17h30, na Biblioteca Municipal de Palmela.
A Conferência enquadra-se na Feira Medieval de Palmela, que decorre de 25 a 27 setembro, que este ano tem como tema "Palmela, D. Afonso IV e a Ordem de Santiago (1340-1348). O debate será dirigido pelo Professor Bernardo João da Silveira de Vasconcelos e Sousa, Professor Associado no Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
As inscrições para a Conferência, que são limitadas a 100 participantes, nesta Conferência devem ser formalizadas através do e-mail patrimonio.cultural@cm-palmela.pt
Carlos Cardoso
13 de setembro de 2026
Odivelas descobre o pintor Vítor Fortes

A Câmara Municipal de Odivelas ao prestar, no dia 29 de maio, uma homenagem ao artista Vítor Fortes revela um pintor, que viveu na Póvoa de Santo Adrião, praticamente desconhecido da população do concelho e não só. A autarquia idealizou um "programa que enaltece uma das figuras relevantes da arte portuguesa do final do século XX, cuja vida ficou marcada pelo contraste entre o sucesso internacional e o isolamento voluntário e enigmático".
A homenagem começa pelas 17h na Póvoa de Santo Adrião, com o descerramento da placa de homenagem a Vítor Fortes, iniciativa que tem lugar na Rua Cândido de Oliveira, 15. Segue-se pelas 18h no Centro de Exposições de Odivelas (CEO) o colóquio "Solidão" que conta com as intervenções de D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa – "A solidão desejada", Arlete Alves da Silva, Diretora da Galeria 111 – "A beleza da solidão" e Ricardo Ferreira, Vice-Presidente da Comunidade Vida e Paz – "A solidão não desejada". No mesmo local, pelas 19h é inaugurada a exposição "Vítor Fortes, o Pintor da Solidão"
Uma vida enigmática
Vítor Fortes (1943–2024) foi escriturário no Metro de Lisboa antes de se tornar bolseiro da Fundação Gulbenkian, que lhe permitiu estudar em Londres e trabalhar em Paris. Expôs os seus trabalhos individualmente em Portugal e participou em exposições coletivas por todo o mundo, incluindo cidades como Nova Iorque, Tóquio, Paris e Londres. No início dos anos 80, no auge do reconhecimento, o artista decidiu "desaparecer", afastando-se dos amigos, galeristas e pares.
Viveu as últimas quatro décadas de forma anónima e solitária na Póvoa de Santo Adrião. Com base nos registos da Galeria 111 e no espólio à guarda da Cáritas , a quem deixou o seu legado artístico, os últimos trabalhos do pintor, produzidos antes e durante o seu longo período de isolamento, são descritos como uma extensão física e visual do seu estado de espírito: a solidão.
O conjunto de trabalhos deixado à Cáritas Diocesana de Lisboa pelo artista é considerado um capítulo em falta na arte contemporânea portuguesa. Ao aceitar este património após a sua morte, a Cáritas assumiu a missão de não gerir apenas os bens, mas de "resgatar" a história de solidão do artista, sensibilizando o público para a temática do isolamento que afeta milhares de pessoas nos centros urbanos.
Das obras em exposição no CEO, patentes ao público até 8 de novembro, farão parte as coleções Solidão, Miragem e Vulneráveis, e ainda um conjunto de aguarelas.
Carlos Cardoso
24 de maio de 2026
Palmela, saíu nova edição do "+Museu"
A edição de maio de 2026 do boletim «+Museu», do Museu Municipal de Palmela,j á está disponível para consulta no sítio da Internet da Câmara Municipal de Palmela
Em destaque estão os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e do Poder Local Democrático, a coleção pedagógica «Escola Pública», e o estudo arqueológico do centro oleiro romano de Olho da Telha, em Rio Frio. Há, ainda, espaço, para textos sobre a Carta de Privilégio aos moradores da Póvoa da Marateca, datada de 1310, e para a exposição «Angola: Saberes em Movimento», dedicada ao contributo africano na produção de conhecimento científico durante as expedições portuguesas em Angola..
O primeiro artigo do boletim aprofunda a exposição dedicada aos 50 anos da Democracia, contextualizando a aprovação da Constituição de 1976 e o nascimento do Poder Local Democrático.
No segundo artigo, o Museu Municipal de Palmela dá a conhecer a coleção «Escola Pública», preservada na Reserva Museológica de Aires, com especial destaque para os chamados «Dons de Froebel», materiais pedagógicos utilizados no ensino pré-escolar e primário em meados do século XX. O texto valoriza o papel da antiga Escola Primária de Aires na memória coletiva do concelho.
"O estudo sobre o sítio arqueológico de Olho da Telha, em Rio Frio, revela a importância deste centro oleiro romano nas redes comerciais do antigo Império Romano. O texto explica como a produção de ânforas, associada ao transporte de preparados piscícolas, integrava um sistema económico ligado às bacias hidrográficas do Tejo e do Sado, defendendo a necessidade de aprofundar a investigação arqueológica deste local estratégico do concelho de Palmela". Refere a Câmara de Palmela.
O artigo dedicado à Carta de Privilégio aos moradores da Póvoa da Marateca analisa o contexto político, económico e social do século XIV, marcado por crises demográficas, fome e instabilidade. Neste trabalho explica-se a estratégia régia de D. Dinis para incentivar o povoamento da Marateca, através da concessão de privilégios e isenções militares, numa época em que Palmela enfrentava profundas transformações territoriais e económicas.
A edição encerra com um olhar sobre a exposição «Angola: Saberes em Movimento», patente na Igreja de Santiago, no Castelo de Palmela, que destaca o contributo essencial de guias, carregadores, caçadores e outros agentes africanos nas expedições científicas portuguesas do século XIX em Angola.
O boletim «+museu» e respetivo suplemento, assim como toda a coleção do boletim, pode ser consultado em https://www.cm-palmela.pt/viver/publicacoes-municipais/museu
Carlos Cardoso
17 de maio de 2026
Cartoon Xira até 31 de maio em Vila Franca de Xira

Decorre no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira, a 27a edição da Cartoon Xira, uma mostra promovida pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira e que reúne alguns dos mais relevantes olhares críticos do cartoon contemporâneo.
Em exposição estão 216 cartoons, dos quais 106 na exposição "Caricaturas" da artista espanhola convidada Maria Picassó, e 110 dos artistas nacionais que fazem a retrospetiva do ano na exposição "Cartoons do Ano 2025": António Antunes, André Carrilho, António Maia, Cristina Sampaio, Henrique Monteiro, João Fazenda, Nuno Saraiva, Pedro Ribeiro Ferreira, que participa pela primeira vez, Pedro Silva, Rodrigo de Matos e Vasco Gargalo.
"A Cartoon Xira marca, há muitos anos, o calendário nacional e internacional de eventos deste tipo, porque conjuga a capacidade do olhar crítico sobre a nossa sociedade contemporânea, com o grafismo, o conhecimento, a capacidade cultural e o olhar de cada um dos artistas sobre o contexto que nos rodeia", disse a Vice-Presidente da Câmara Municipal, Marina Tiago.
Para a autarca os cartoons são uma "ferramenta cultural e pedagógica porque permitem a discussão em cada imagem da mensagem que o autor incorporou para produzir o desenho".
António Antunes, nome maior do cartoon português, é o curador de mais esta edição da Cartoon Xira, e destacou a qualidade do evento. Já a escritora e jornalista Mafalda Anjos defendeu que "a arte do cartoon editorial é uma arte de resistência" perante a atual crise dos media. Autora do prefácio dos livros da exposição, entende que "os cartoonistas fazem uma espécie de liofilização do que são os grandes factos do ano"
A Cartoon Xira pode ser visitada até ao dia 31 de maio. A entrada é livre.
Carlos Cardoso
8 de março de 2026
Durante um mês o teatro agita Palmela

A Câmara Municipal de Palmela, os grupos de teatro do concelho, e a União de Freguesias de Poceirão e Marateca dinamizam, ao longo do mês de março e início de abril, um vasto programa de espetáculos, exposições, oficinas, ensaios abertos, apresentações literárias e iniciativas comunitárias, envolvendo equipamentos culturais, associações e companhias locais e nacionais tendo como eixo central o teatro e as comemorações do Dia do Teatro a 27 de março.
Nos dias 1 e 2 de março arranca a programação desta iniciativa, no Centro Cultural de Poceirão, com a apresentação do espetáculo «O Caminho do Burro», pela Companhia Historioscópio. No dia 4 de março, o Centro Comunitário de Águas de Moura recebe «Emergir», pelo Valdevinos – Teatro de Marionetas.
A Escola Básica/Jardim de Infância de Aires acolhe, a 7 de março, a sessão de narração oral «Os Piores Contos do Mundo», por Rodolfo Castro. Nos dias 7 e 8 de março, o Auditório Municipal de Pinhal Novo – Rui Guerreiro recebe o espetáculo «(In)Visíveis», pelo ATA – Ação Teatral Artimanha.. Ainda no dia 8, na sede do ATA ouvem-se «Canções e Tradições»..
Em termos de exposições, é de destacar no Cine-Teatro S. João a apresentação, de 12 a 31 de março, da mostra «Além do Reflexo», exposição fotográfica sensorial de Rui Assunção e Paulo Simões, em colaboração com a Associação Teatro da Vila. No Centro Comunitário de Águas de Moura está patente, de 7 de março a 30 de abril, a exposição de marionetas «A Água e as Comunidades», da responsabilidade da Mandrágora – Teatro de Marionetas. A Casa Expressões Fantasiarte, em Aires, acolhe, nos dias 7, 14, 21 e 28 de março, oficinas de teatro promovidas pelo Teatro dos Barris..
O Auditório Municipal de Pinhal Novo – Rui Guerreiro recebe, a 14 de março, o espetáculo «Sotão», pelo Teatro da Vila. Em 15 no Cine-Teatro S. João têm lugar as «Visitas ao Teatro», dinamizadas pela DançArte – Passos e Compassos. Neste dia é também apresentado na principal sala de Palmela o espetáculo tradicional «Bonecos de Santo Aleixo», pelo CENDREV – Centro Dramático de Évora.
O Grupo Popular Recreativo Cabanense recebe em 21 de março «Vanessa Vai à Luta», pelo Grupo de Teatro Ensaiarte. Nesse mesmo dia, o Teatro Sem Dono apresenta, no Auditório Municipal de Pinhal Novo o «Vai de Improviso». No dia seguinte, a 22 de março, o Mercado Municipal de Quinta do Anjo é palco de um ensaio aberto do espetáculo «25/52 Primaveras», pela RespirArte – Companhia de Teatro da Quinta do Anjo. No dia 24 de março, o Auditório Municipal de Pinhal Novotransforma-se na «Pensão Marilu», um espetáculo apresentado pelo Teatro de Montemuro..
A 26 de março, no Centro Comunitário Monte Francisquinho, em Pinhal Novo, a sessão «Entardecer no Monte – Vida e Sonho na Literatura Dramática», orientada por Carlos Alves e promovida pelo Grupo de Teatro Ensaiarte. Nos dias 27 e 28 de março, no Auditório Municipal de Pinhal Novo apresenta-se o espetáculo «O Cheiro Fresco e Suave da Neve», também pelo Ensaiarte.
O Dia Mundial do Teatro, em 27 de março, é assinalado com a apresentação do livro «Dez Peças, para Criares Comigo», de Fernando Casaca, no Cine-Teatro S. João. No mesmo dia, «Potnia Theron», do Teatro da Terra. Nos dias 28 e 29 de março, no Teatro o Bando, no Vale dos Barris, é apresentado «Entroncamento», pelas Confrarias de Teatro.
A "Queima do Judas", a 4 de abril, decorre no Centro Histórico de Palmela. Trata-se de uma tradição popular que simboliza a purificação, a vitória sobre o mal e a punição de Judas Iscariotes pela traição a Jesus. Recuperada pelo Município em 1995, a Queima do Judas é um ritual de origens pagãs, ligado à celebração do equinócio da primavera e ao início de um novo ciclo de vida.
Carlos Cardoso
1 de março de 2026
Pedro Santos e João Pedro Silva vencem
o Prémio Carlos Paredes

Pedro Santos e João Pedro Silva foram os vencedores do Prémio Carlos Paredes – Edição de 2025 com a obra discográfica "Frutos Maduros". A decisão, por maioria, foi tomada pelo Júri constituído por Luísa Amaro, em representação da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Carlos Alberto Moniz, em representação da Sociedade Portuguesa de Autores, Rui Filipe dos Reis, crítico musical, e Telmo Lopes, músico e compositor.
Segundo nota do Município vilafranquense, organizador do Prémio, o Júri atribui à obra vencedora a "notável capacidade de recriar qualidade, composições que já possuíam um valor artístico significativo, resultando numa proposta musical que se afirma como uma nova composição". Foram também reconhecidas a elegância da produção, a interpretação e a escolha do repertório, e apontadas como qualidades relevantes "a contenção e a habilidade dos músicos em não se alongarem excessivamente nas improvisações".
O Júri salientou ainda "a significativa representação da guitarra portuguesa nesta edição, em comparação com concursos anteriores, bem como o crescente número de músicos que procuram explorar novos caminhos para este instrumento, através de abordagens diversas e inovadoras".
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira instituiu, em 2003, o Prémio Carlos Paredes no sentido de homenagear este grande nome da música portuguesa e incentivar a criação e difusão de música não erudita que contribua para o reforço da identidade cultural portuguesa.
O Prémio já foi entregue a nomes mais conhecidos do grande público, e outros menos, da área da música instrumental e da área do canto, como Rão Kyao e Carminho (2013); Pedro Caldeira Cabral (2014); Ricardo Ribeiro (2017); a Companhia do Canto Popular, pela obra "Rebento" (2020); Pedro Jóia, pela obra "Zeca" (2021); Duarte, pela obra "No Lugar Dela" e Sexteto de Bernardo Moreira, pela obra "Entre Paredes" (2022 em ex-aequo); Manuel de Oliveira pela obra" Ibéria 20|22" e Carlos Alberto Moniz, pela obra "Por esse mar abaixo" (2023 em ex-aequo); projeto a urtiga (João Almeida e João Diogo Leitão), pela obra "À procura da essência da cebola" (2024).
A entrega do prémio vai ter lugar em data a anunciar, numa cerimónia com um pequeno concerto da obra discográfica premiada, com entrada livre.
Carlos Cardoso
15 de fevereiro de 2026
Inscrições para o Drive in Arte 2026
abertas até 20 de fevereiro
As inscrições para a participação no Drive in Arte 2026, iniciativa cultural que tem lugar no Seixal, encontram-se abertas até ao próximo dia 20 de fevereiro. Dirigida a jovens com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos, residentes no distrito de Setúbal, a mostra vai estar patente ao longo da Estrada Nacional 10, nas Paivas, entre os meses de julho e outubro.
Segundo Paulo Silva, presidente da Câmara Municipal do Seixal, "a autarquia proporciona, mais uma vez, aos novos criadores na área das artes plásticas a possibilidade de mostrarem as suas produções. Esta iniciativa visa estimular a criatividade individual e coletiva, além de divulgar o trabalho dos jovens participantes".
Os interessados deverão consultar previamente as normas de participação, disponíveis no site da autarquia. Todos os trabalhos entregues devem ser identificados, exclusivamente, com o pseudónimo do autor e o título dos trabalhos. Conjuntamente com as propostas, deverá ser entregue um envelope fechado identificado com o pseudónimo do autor e com a respetiva ficha de inscrição devidamente preenchida. Os prémios a atribuir posteriormente são: 1.o lugar: 1 000 euros; 2.o lugar: 750 euros; 3.o lugar: 500 euros.
O Drive In consiste num conjunto de pinturas de grande dimensão que são expostas publicamente numa das artérias mais movimentadas do concelho do Seixal.
Carlos Cardoso
11 de janeiro de 2026
Atribuídos prémios de Banda Desenhada da Amadora

Luís
Louro, com o livro Os Filhos de Baba Yaga foi o vencedor da Melhor
Banda Desenhada de Autor Português, prémio atribuído no âmbito da
BAD- Banda Dsenhada da Amadora. O júri decidiu ainda atraibuir um
Troféu de Honra, a título póstumo, a Filipe Duarte Pina "pela
qualidade e relevância da sua obra para a banda desenhada nacional,
destacando obras como BRK (com desenho de Filipe Andrade) ou a mais
recente série Macho-Alfa (com desenho de Osvaldo Medina)" bem
como uma Menção Honrosa na categoria Prémio Revelação à obra
Borboleta de Madeleine Pereira, por "se assumir como uma
primeira obra de assinalável relevância, quer para a autora, quer
para a banda desenhada portuguesa".
O júri da edição
2025 dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora foi composto por Hugo
Pinto (Presidente do Júri e representante do Município da Amadora),
crítico literário e especialista em banda desenhada, Paulo
Monteiro, Presidente do Clube Português de Banda Desenhada e Rui
Cartaxo, investigador e especialista em banda desenhada.
Outros
prémios atribudios foram os seguintes: Melhor
Obra Estrangeira de Banda Desenhada Editada em Português e Melhor
Edição Portuguesa de Banda Desenhada: O Meu Irmão, de JeanLouis
Tripp, da editora Ala dos Livros; Prémio
Revelação: Tales from Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro, da
editora Ala dos Livro; Melhor Fanzine / Publicação Independente
Tuas Palavras Minhas, de Ana Margarida Matos (Centro de Língua
Portuguesa Camões IP - Bruxelas / Bedeteca de Beja).
Os
Prémios de Banda Desenhada da Amadora são uma iniciativa da
Câmara Municipal da Amadora, no âmbito do Amadora BD que, desde
1990, distingue os autores de banda desenhada, portugueses e
internacionais. Em 2025, o Amadora BD atribui pelo quinto ano
consecutivo um prémio pecuniário no valor de 5.000 euros à Melhor
Obra de Banda Desenhada de Autor Português.
Criado em 1990, o
Amadora BD é uma iniciativa da Câmara Municipal da Amadora, que tem
por objetivo promover a banda desenhada. O Amadora BD desenvolve uma
programação anual, que reúne autores, editores, agentes e
colecionadores de diferentes nacionalidades em sessões de
autógrafos, exposições, lançamentos, oficinas e apresentações.
São 13 as exposições que fazem parte
da 36ª edição do Amadora BD. No Núcleo Central (situado no
Parque da Liberdade) o Festival acolhe exposições individuais que
destacam as carreiras de Luís Louro e Fábio Moon & Gabriel Bá
e mostras que comemoram aniversários de alguns dos heróis da banda
desenhada– 150 Anos de Zé Povinho, 85 Anos de Spirit, 75 Anos da
série Peanuts e 65 Anos da Liga da Justiça. Haverá ainda lugar
para conteúdos que revelam envolventes e impactantes histórias de
mulheres, com exposições dedicadas aos mais recentes trabalhos das
autoras Cy, Bea Lema e Zeina Abirached.
Na Galeria Municipal
Artur Bual, estarão patentes duas exposições retrospetivas de
Alice Geirinhas e Diniz Conefrey, e na Bedeteca, uma mostra dedicada
ao álbum vencedor do Prémio Revelação na edição de 2024 dos
Prémios de Banda Desenhada da Amadora: Amor, de Filipa Beleza.
Carlos
Cardoso
26 de outubro de 2025
Obra de Redol gera roteiro literário no Freixial
A pequena localidade do Freixial, na freguesia de Bucelas, conta
desde 14 de setembro com um roteiro literário construido em torno do
livro de Alves Redol, "Constantino, Guardador de Vacas e de
Sonhos", elaborada em 1962..
O roteiro
consta de um conjunto de placas, colocadas em locais que de alguma
forma são referenciados no livro nomeadamente junto ao chafariz de
1863, à antiga escola, junto ao rio Trancão, perto das Ermidas
entre outros espaços. Placas com trechos da obra de Redol e fazendo,
algumas delas, referência a Constantino, a criança que serviu de
inspiração para o livro e que ainda hoje está viva para contar a
sua relação com o escritor, não faltando por isso à apresentação
deste Roteiro Literário.
De referir
ainda que o roteiro é audioguiado "apoia.se numa aplicação
móvel que, através do reconhecimento da sua localização reproduz
o áudoo automaticamente, orientando e contextualizando ao longo do
percurso". O único senão será a rede de telemóvel local que
tem algumas falhas, mas com persistencia é possível ter a
aplicação operativa.
António
Redol, filho do escritor, lembrou que "Constantino, guardador de
vacas e de sonhos" é um dos livros mais lidos de Redol, figura
cimeira do movimento neo-realista português, indo já na
"23ªedição".
A
concretização do Roteiro contou com o apoio da Junta de Freguesia
de Bucelas, presente através do seu presidente Hélio Santos e foi
iniciativa da área das bibliotecas da Câmara Municipal de Loures,
da responsabilidade do vereador Vasco Touguinha que, lembrou, a ideia
começou a germinar em 2021 aquando de uma visita que fez à
biblioteca Irene Santos, em Bucelas. Um projeto que levou quatro anos
a ser estudado e concretizado....
A aldeia do
Freixial teve uma importância grande na vida literária de Alves
Redol. O escritor alugou uma casa, onde foi descerrada uma placa,
para ter a tranquilidade necessária para escrever. Durante doze anos
viveu no Freixial e ali terá idealizado obras como Olhos de Água, A
vida mágica da sementinha, A Barca dos Sete Lemes, Uma Fenda na
Muralha, Barrancos de Cegos e Muro Branco, ou seja, parate
susbtancial da sua obra.
Carlos
Cardoso
14 de
setembro de 2025
3ª Festa do Livro em Loures

Com a presença de diversas editoras, bem como de associações da freguesia de Loures, realiza-se nos dias 8, 9 e 10 de maio mais uma Feira do Livro.
Iniciativa da Junta de Freguesia de Loures, o evento tem lugar na Urbanização do Infantado, na Rua Vasco da Gama.
Trata-se da 3a Festa do Livro, uma aposta da autarquia na sensibilização para o livro e para a leitura. Para além de novidades editoriais, haverá animação e prevê-se a presença de autores que estabelecerão um diálogo com o público leitor.
Carlos Cardoso
4 de maio de 2025
Castanheira do Ribatejo vai ter auditório municipal
Castanheira do Ribatejo, localidade do concelho de Vila Franca de Xira, situada na zona norte, deverá ter um auditório municipal a situar no antigo edifício do ex-cinema da localidade.
Para isso a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira "procedeu à formalização e assinatura da escritura pública do prédio urbano do antigo Cinema da Castanheira do Ribatejo, localizado na Rua Palha Blanco. Esta aquisição resulta da aprovação da proposta, na reunião de Câmara de dia 29 de janeiro de 2025, apresentada pelo Presidente da Câmara", diz em nota de imprensa a autarquia.
Esta aquisição patrimonial permitirá, segundo a Câmara de Vila Franca de Xira, dotar a Vila de Castanheira do Ribatejo de um auditório cultural municipal, após a reabilitação e requalificação do imóvel que foi adquirido pelo valor de 165.000,00 euros e cuja formalização da aquisição teve lugar a 25 de fevereiro num Cartório Notarial em Vila Franca de Xira.
Carlos Cardoso
2 de março de 2025
Cargaleiro doa obras ao
Município do Seixal

O mestre Manuel Cargaleiro, falecido em 30 de
junho, aos 97 anos de idade, doou ao Município do Seixal, em testamento, todo o
recheio da sua casa, em Almada, que inclui as suas últimas cinco obras
originais, o ateliê de pintura, vários móveis e muitos objetos de coleção,
infoRM, em nota de imprensa, a autarquia seixalense
"Considero que este importante legado doado pelo
mestre Manuel Cargaleiro é um reconhecimento do trabalho efetuado pelo
Município do Seixal em prol da cultura, no que respeita à sua promoção,
formação e produção", disse o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo
Silva.
Ainda em vida, o mestre já tinha doado sete obras,
no valor global de cerca de 500 mil euros, ao Município do Seixal. De realçar
que está a ser preparada uma exposição deste legado, a inaugurar no início de
2025, na Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, que irá constituir-se como uma
homenagem do concelho do Seixal ao mestre Cargaleiro. "Aproveito ainda para
agradecer publicamente ao professor Manuel Pires pelo acompanhamento e apoio
que sempre deu ao mestre, bem como pelo trabalho desenvolvido na Oficina de
Artes Manuel Cargaleiro", salienta o autarca.
Na Quinta da Fidalga, concelho do Seixal,
encontra-se a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, projeto arquitetónico da
autoria do arquiteto Siza Vieira, que tem por objetivo promover a arte
contemporânea, em particular a obra do mestre Manuel Cargaleiro, assim como as
coleções da Fundação Manuel Cargaleiro, através da realização de exposições
temporárias, do desenvolvimento de atividades educativas no âmbito da sua
programação e da promoção de parcerias com organismos congéneres.
Manuel Cargaleiro nasceu a 16 de março de 1927 em
Chão das Servas, Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, mas desde
muito cedo foi viver para o concelho de Almada, onde sempre conservou casa e
chegou a ser autarca. Em 1949, ingressou na Escola Superior de Belas Artes de
Lisboa e participou na Primeira Exposição Anual de Cerâmica, no Palácio Foz, em
Lisboa, onde realizou igualmente a sua primeira exposição individual de
cerâmica, no ano de 1952.
O ano de 1954 foi marcante na carreira artística
de Manuel Cargaleiro: recebeu o Prémio Nacional de Cerâmica Sebastião de
Almeida, iniciou funções de professor de Cerâmica na Escola de Artes
Decorativas António Arroio e apresentou as suas primeiras pinturas a óleo no
Primeiro Salão de Arte Abstracta.
Nas décadas de 1960 e 1970, Manuel Cargaleiro
participou em inúmeras exposições individuais e coletivas e durante este
período afirmou-se não apenas como um conceituado ceramista, mas também como um
notável desenhador e pintor. O pleno reconhecimento, nacional e internacional,
da obra de Manuel Cargaleiro ocorreu na década de 1980.
Com a Oficina de Artes Manuel Cargaleiro, o mestre
regressou ao Seixal e, em particular, à Quinta da Fidalga, local de onde
guardava memórias e vivências da sua infância e juventude, quando residiu na
margem sul em virtude de o pai ter pertencido ao Grémio de Lavoura de Almada e
Seixal.
(Foto da CMS)
Carlos Cardoso
4 de agosto de 2024
Rogério Ferreira lança livro de poesia
Rogério Ferreira é uma figura conhecida
de Sacavém, em especial pela ligação que teve ao movimento associativo. Sacavém
está no seu sangue e por isso não é de admirar que esteja bem presente – a
cidade, as pessoas, os sonhos – no seu livro de poesia, apresentado perante uma
sala cheia na Cooperativa A Sacavenense, no dia 25de Maio.
"Murmúrios, Subúrbios e outros subterfúgios" é o
título de uma obra que, segundo a apresentação feita por Avelino Bento, remete para o lirismo de um Cesário Verde e os sonho de
um Joaquim Pessoa. "Os murmúrios na obra vão na direcção de um
devir", disse, sugerindo que no texto poético a um apelo a algo de novo,
seja em termos humanos seja ao nível da sociedade.
Aliás, Avelino Bento fez
questão de vincar a lembrança positiva que Rogério ferreira faz do CCJ, Centro
de Convívio Juvenil que agregou dezenas de jovens em torno de atividades
culturais e não só. Aspeto que o editor, Carlos Garcia, realçou ao dizer que o
livro de poesias era "uma obra rica pelas memórias, e pela descrição
geográfica", ou seja, por remeter, de forma direta ou indireta para
Sacavém aspeto que Ribeiro dos Santos, presidente da Cooperativa, também fez
questão de vincar.
Livro único, mas obra "que tem
mais de 50 anos de trabalho de poesia", disse Rogério Ferreira, o que
denota o empenho na produção poética que não resulta de deslumbres de momento
ou de esforçado soma de palavras mais ou menos ritmadas. A poesia é muita coisa
entre ela suor, esforço, empenho emocional e intelectual.
Viu-se isso nos vários poemas lidos no
decorrer da sessão que foi encerrada pelo Dr. Alfredo Santos,
em representação da Câmara de Loures, que deu o seu apoio à edição do livro bem
como a União de Freguesias de Sacavém e Prior Velho.
Carlos Cardoso
25 de maio de 2024